Vestidos alegres, coloridos, que as meninas adoram vestir. Esse é o espírito da Oficinazinha, que nasceu há pouco mais de três anos, quando a administradora Flávia Lima resolver colocar um hobby em prática. Conheça, abaixo, um pouco de sua história e de sua marca.

 

Flávia Lima, que começou a se interessar de roupas de menina quando teve uma filha.

De onde nasceu a ideia da Oficinazinha?

Sou administradora, nunca estudei nem trabalhei com moda, sempre trabalhei em escritório. Quando minha filha nasceu – hoje a Marina é adolescente – eu despertei para essa coisa de roupa de menina. Eu vi que gostava de comprar uma roupinha legal para a Marina, que as pessoas comentavam que ela estava bem vestida e eu meio que me descobri nessa coisa de roupa de menina, de fugir do convencional. Mas não me passava pela cabeça que um dia eu ia trabalhar com isso, era um hobby meu com a minha filha. Trabalhei dez anos em um escritório para uma indústria textil de São Paulo. Digo que era um “pezinho” na área de moda, embora minha função fosse totalmente administrativa. Há três anos, por questões pessoais e também por estar fazendo a mesma coisa há dez anos, decidi mudar radicalmente: pedi demissão e fui morar com meus filhos em uma cidade do interior de Santa Catarina chamada Rio do Sul. Minha irmã mora lá e tinha uma marca de roupas. Ela me deu força para me mudar.

Então você abriu a loja primeiro lá?

Sim, abri uma loja de roupa infantil para meninas, que é o que eu realmente gosto de fazer. Me juntei com a minha irmã, que tinha uma loja de roupas femininas, e fizemos uma loja dividida em adulto e infantil. Ficou lindo, tinha um cantinho para as crianças brincarem enquanto as mães faziam compras, fazíamos eventos, enfim, a loja virou um point. Depois de um ano no interior, decidi voltar para o Rio e trouxe tudo da minha parte da loja. Depois de reorganizar a vida no Rio, retomei o projeto da Oficinazinha.

Como foi isso?

 

Reuni umas amigas no meu prédio e fizemos fotos com as crianças. Daí eu divulgava nas redes sociais, vendia levando uma “malinha” de casa em casa e o negócio foi crescendo. Investi na “malinha”, fiz um bordado com a minha marca e deixava com roupas para as pessoas escolherem as peças com calma, o que já fazíamos no Sul. Até que um dia uma amiga me incentivou a participar de uma feira de roupas infantis. De feira em feira e vendendo no bairro a coisa foi crescendo, as pessoas foram começando a gostar, as coisas que eu trouxe do Sul começaram a acabar e passei a produzir coisas novas. O número de seguidores no Instagram aumentou muito e as pessoas começaram a me perguntar se eu vendia por atacado. Na época eu não vendia mas, depois de tanto ouvir, decidi que era hora de investir.

A Oficinazinha tem revendedoras em muitas cidades. Isso é fruto do atacado? Você as treinou?

Sim, a partir deste interesse, criei um sistema de revenda e padronizei a “malinha” como condição para ser revendedora da marca. As pessoas começaram a curtir e eu comecei um processo de formação de revendedoras. Hoje em dia, eu produzo muito mais para elas, quase não vendo no varejo. E é por isso que vejo em iniciativas como a Nuv.ooo uma excelente oportunidade para voltar a este mercado.

Quantas peças a Oficinazinha produz por mês?

Cerca de 700 peças para meninas de dois a doze anos. Por causa do grande número de revendedoras, as pessoas acham que a ela é enorme, não sabem que é um quarto dentro da minha casa. Tenho uma costureira parceira, mas sou eu quem escolhe os tecidos, desenvolve os modelos, faz alguns acabamentos manuais, embala tudo. Viro a noite para fazer funcionar se for preciso.

Qual é a sua ideia para a Oficinazinha depois que voltar para o varejo com a Nuv.ooo?

Minha intenção é continuar produzindo para o atacado. Mas espaços como a Nuv.ooo possibilitam também ter uma loja física, já que sozinha é um custo muito alto, fora toda a estrutura administrativa. Poder dividir esse custo com outras pessoas é a melhor ideia que apareceu. Com tantas lojas abrindo e fechando por causa dos altos custos, a opção mais viável é esta.

De onde você tira inspiração para suas criações?

Faço pesquisas sobretudo em sites de moda. Criei uma dinâmica de pesquisa e vou me inspirando.

Como você define a roupa da Oficinazinha?

Eu costumo dizer que a roupa da Oficinazinha é alegre. A palavra que define a roupa da marca é alegria. Quando penso em criança, penso em alegria, brincadeira. É leve, colorido, tem flor. A logomarca é um girassol.

(Veja as roupas lindas da Oficinazinha no nosso site).