Mônica Menezes nunca tinha tido um negócio próprio. Porém, com toda uma carreira como secretária executiva em grandes empresas, era expert em intraempreendedorismo, que consiste na prática do empregado ter proatividade e espaço para criar, inovar, resolver problemas e se comprometer com o sucesso das organizações, o famoso “ir lá e fazer”. Conheceu a Rébit (aportuguesamento do inglês “rabbit”, que significa “coelho”), marca das granolas mais diferentes, gostosas e crocantes que você pode imaginar, primeiramente como consumidora. Amou o produto, sua qualidade e viu ali a possibilidade de ter uma nova ocupação para sua aposentadoria, já que parar mesmo nunca esteve nos planos. Conheça um pouco mais da Mônica e da Rébit a seguir.

 

Mônica Menezes, das granolas Rébit
Mônica Menezes, das granolas Rébit

Fale um pouco de você

Sou uma pessoa muito ativa e comprometida no que faço. Sou formada e pós graduada em Comunicação e Marketing, mas fiz minha carreira mesmo foi como secretária executiva. Apesar do nível superior, precisei trabalhar desde muito cedo, comecei a ganhar bem como secretária ainda jovem e isso fez com que fosse difícil sair e começar outra profissão. A vida inteira trabalhei muito e, quando comecei a pensar em me aposentar, tinha certeza de que não queria ficar parada. Eu tinha na cabeça que me aposentaria aos 60 anos, os quais completei ano passado. Pouco antes do meu aniversário e da minha aposentadoria eu conheci a Rébit.

Então você não começou a Rébit do zero? Como ela aconteceu para você?

Eu provei as granolas e me apaixonei primeiramente pelo produto. A Rébit já tem quatro anos e é um grande sucesso. Estou na marca, porém, há apenas um. Fui apresentada à minha ex-sócia por uma amiga em comum e ela estava desistindo da Rébit justamente na época em que eu estava me aposentando, sem vontade nenhuma de ficar parada e procurando algo para fazer. Me animei de tocar o negócio com ela. Ainda ficamos juntas por um tempo, mas ela acabou saindo mesmo e eu assumi o negócio.

Você já tinha empreendido antes?

Não, mas no mundo corporativo, como secretária, o que você mais aprende é ir lá e fazer. Ninguém pergunta como você consegue as coisas e nem quer saber, só querem saber se você conseguiu. Então aprendi a correr atrás, raramente voltei para um chefe e disse “não consegui”. Daí trouxe isso para a minha nova vida como empreendedora. Sempre gostei de atividades manuais, de plantar, de cozinhar, mas eu definitivamente não tinha tempo. Quando parava, só queria descansar e colocar toda a minha vida pessoal em dia.

 E como foi assumir a marca?

Desde o primeiro dia me comprometi totalmente e entrei de cabeça, como é meu jeito de fazer as coisas em que acredito. Construí uma cozinha industrial bem equipada, comecei a participar de feiras, fazer degustações e procurar pontos de venda, que hoje são nove. Tenho um assistente de cozinha, mas sou eu quem cuida da produção, rotulagem, vendas, entregas etc. Não quero crescer muito, quero ter uma atividade que me dê prazer e em que eu acredite, que entregue qualidade às pessoas.

Fale um pouco dos seus produtos.

Granola salgada de Parmesão, uma das mais vendidadas da marca
Granola salgada de Parmesão, uma das mais vendidadas da marca

Nossas granolas são muito gostosas, modéstia à parte, basta dizer que foi a qualidade delas que me fez entrar de cabeça no negócio. São quatro sabores: Parmesão e Lemon Peper, que são as salgadas, coco com cranberries e banana com blueberries. As doces vão bem com iogurte, frutas e outros, as salgadas são ótimas para comer com salada, renovar aquele arroz do dia anterior ou até mesmo de lanchinho, na hora que dá aquela vontade de comer alguma coisinha de sal. São uma novidade no mercado. Todas tem alto valor nutricional, levam chia, linhaça, aveia, flocos de arroz, três tipos de castanhas. Nosso parmesão é de Alagoa, cidade mineira muito tradicional na produção deste tipo de queijo. Ele é cortado em tiras e não ralado, assim como nosso coco, que é para ser mais crocante e saboroso. Somos muito cuidadosos com a qualidade dos ingredientes.

Qual tem sido o maior desafio e qual a coisa mais gostosa nesta sua nova vida como empreendedora?

A parte boa sem dúvida são as feiras. Adoro as feiras! Adoro lidar com as pessoas, oferecer um produto que eu sei que elas vão gostar, a troca de ideias, o astral, fazer amigos e clientes fiéis… é muito bom!

Porém… são cerca de 100 granolas por feira, cadeira, banco, objetos para decorar a barraca e eu faço sempre sozinha, então é bem cansativo. Então posso dizer que a parte ruim é carregar as coisas para fazer as feiras (risos).

 

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